Ouya: por que você deveria ter um
Devo confessar que quando vi o Ouya pela primeira vez eu logo lembrei do Zeebo. Para quem não conhece, o Zeebo foi um console desenvolvido por um conjunto de empresas, entre elas a brasileira TecToy (crianças da década de 90 vão lembrar, ela era que trouxe vários consoles da Sega no Brasil). Foi um fracasso comercial: com hardware fraco (tinhas as especificações de um celular mediano, mesmo para a época), uma biblioteca de games fraca (um dos melhores títulos para o console foi o Quake II, sim a versão 2, isso em 2009) e um preço exorbitante (foi lançado por R$499, e no final da sua vida chegou a custa R$299, um preço mais razoável mais ainda caro pelo que oferecia) não é realmente nenhuma surpresa. Os jogos custavam barato (de R$ 9,90 a R$ 29,90), mas a maioria dos jogos eram ports de versões para celular. Talvez a única coisa interessante fosse a ZeeboNet 3G: o console não tinha mídia física, ao invés disso seus usuários baixavam os jogos via a rede 3G incluída no aparelho. Não era necessário pagar nenhuma taxa adicional fora o próprio valor do jogo.
Para quem não conhece, o Ouya também é um console baseado em Hardware de celular. Utilizando a plataforma Android (versão 4.0 Ice Cream Sandwich) e o processador NVIDIA Tegra 3, o seu grande destaque é ser baseado numa plataforma completamente aberta: além de usar Android, o sistema poderá ser rooteado sem que isso anule a garantia. Todo o console também é uma plataforma de desenvolvimento: não é necessário comprar kits de desenvolvimento caríssimos como acontecem em plataformas fechadas (como os consoles da Sony, Microsoft e Nintendo). Basta adquirir um Ouya e baixar o software adicional para começar a desenvolver. E isso pode tornar o console interessante, mesmo que ele falhe em conseguir popularidade.










