Arquivo de março \27\UTC 2011

Lançado: MPlayer2 2.0

Já falei desse projeto, um fork do MPlayer original feito pelo Uoti Uopala e mais alguns desenvolvedores. Agora, o MPlayer2 chega na sua primeira versão estável (detalhe, antes mesmo do projeto mãe). Links para download:

Binários (experimentais):

Windows x86 (FTP)

Mac OS X x86 (FTP)

Linux x86 (FTP) (xz/FTP)

Linux x64 (FTP) (xz/FTP)

Todos os binários são compilados estaticamente, o que significa que não é necessário baixar nenhuma dependência (no caso das versões para Linux, o único requerimento é que você tenha o glibc versão 2.7 ou superior para as versões x86 e glibc versão 2.11 ou superior para as versões x86-64). Se você baixou a versão para Linux compactada em xz e não conseguiu descompactar, baixe a versão bz2 ou instale o pacote xz na sua distro.

Os binários não incluem todos os recursos que o mplayer2 oferece (afinal, são MUITOS), o que pode ser contornado compilando o programa e adicionando bibliotecas extras (como libbluray para o suporte de mídias Blu-Ray decriptadas), mas devem ser suficientes para a maioria dos usuários. Em especial, as versões do Mac OS X e Windows são instáveis, então espere por bugs.

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Um teste do Gnome 3

Gnome 3, feito de facilidade

Tivemos muitos lançamentos importantes na área de desktops no Linux esse ano. Logo no início do ano foram lançadas as novas versões do KDE e Xfce (4.6 e 4.8 respectivamente) que trouxeram o fim do HAL (o Gnome já era HAL-less a algum tempo). E depois de mais de 10 anos finalmente lançaram  a versão 1.0 do EFL (Enlightenment Foundation Libraries), o que deve acelerar o desenvolvimento do E17 (e quem sabe fazer um lançamento ainda esse ano).

Mas sem dúvida o lançamento mais importante desse ano será no dia 6 de Abril, quando a versão 3.0 do desktop mais usado no Linux finalmente sairá: Gnome. Como eu tinha uma máquina parada aqui rodando Arch Linux, resolvi migrar para o repositório de testes, ativar o repositório gnome-unstable e brincar um pouco com a versão beta do Gnome 3. O resultado você confere nesse post.

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TCC: Tiny C Compiler

O logo do Tiny C Compiler

O GCC é provavelmente o compilador mais usado no mundo. Suporta uma infinidade de linguagens, vários sistemas operacionais e diversas arquiteturas. O GCC é tão influente que muitos fabricantes de chips consideram essencial ter a arquitetura suportada pelo GCC para garantir seu sucesso. E essa influência faz a gente esquecer que existem outros compiladores de vez em quando.

O TCC é um compilador com uma proposta bem diferente: a ideia é ser um compilador de código C pequeno e simples, gerando código x86 puro (recentemente o compilador adicionou suporte x86-64 também) sem se preocupar muito com outras coisas (como otimização). E isso em consequência resulta em um tempo de compilação baixíssimo e num código resultante muito rápido. Apesar disso ele é compatível com o padrão ISO C99 e consegue compilar a maioria dos programas escritos em C. Vamos ver o poder desse pequeno compilador.

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Apresentando o MPlayer2 [Atualização: versões para Windows]

O MPlayer2 rodando no meu desktop

O MPlayer deve ser o player favorito da maioria dos usuários de Linux, principalmente os mais antigos e experientes. Ele é um player multimídia em código-aberto e multi-plataforma (roda em mais plataformas que você pode imaginar, além de praticamente todos os sistemas Unixes compatíveis com o POSIX e o Windows, existem versões para os finados OS/2 e AmigaOS, e até sistemas operacionais obscuros como o Syllabe e MorphOS; fora que ele compila em diversas arquiteturas incluindo o x86, MIPS, ARM e PowerPC). Ele é um player do tipo tudo-em-um, onde os codecs vem incluídos no binário e (geralmente) não é necessário baixar codecs separados para executar arquivos.

Porém, faz algum tempo que o projeto está parado no tempo. Apesar do desenvolvimento ser constante, novos recursos como o Ordered Chapters do container Matroska (é um recurso que permite, resumidamente falando, linkar pedaços de vídeos em arquivos diferentes) não são implantados na árvore de desenvolvimento oficial. Dá a impressão que o MPlayer virou apenas uma demonstração das capacidades do seu projeto pai, o FFmpeg.

E não é por falta de vontade: um dos desenvolvedores do MPlayer, o Uoti Upala mantém um fork do projeto a anos com muitas correções e novidades. A ideia era que uma hora essas contribuições voltassem ao projeto principal, mas isso de fato nunca ocorreu. Então nesses últimos meses os desenvolvedores do fork resolveram se separar de vez da árvore principal e agora eles apresentam o MPlayer2. Saiba o porque você deve utilizá-lo.

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Alterando a ordem do menu no GRUB2

Tinha postado isso originalmente no Google Groups do meu curso, mas como o Groups está passando por mudanças e esse sistema de páginas vai parar de existir resolvi postar esse tutorial aqui para aqueles que precisarem.

Já me perguntaram umas duas vezes “como que coloca o Windows em primeiro no menu do GRUB2″. No GRUB Legacy (usado no Ubuntu até o 9.04) era bem simples, simplesmente se alterava o arquivo /boot/grub/menu.lst, colocando o Windows em cima de tudo. No GRUB2 (usado no Ubuntu 9.10 para cima) a coisa é um pouquinho diferente, mas também é relativamente simples.

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