O fim dos celulares

Calma calma, não estou falando nenhum absurdo não. Esse aparelho multi-função que você carrega no bolso todos os dias e usa para ouvir músicas, ver vídeos, jogar, navegar na internet e… falar (óbvio) vai continuar existindo por muitos e muitos anos. Mas o celular vai morrer e os smartphones irão tomar seu lugar completamente. A imagem abaixo ilustra bem o que eu quero dizer (mais uma vez, isso não é propaganda gratuita para a Vivo, e sim para ilustrar o post :) ).

Promoção no site da Vivo

É a lei de Moore mostrando para que veio mais uma vez. Ela diz que o número de transistores dobra a cada 18 meses pelo mesmo custo, ou seja, mais componentes e performance são adicionados a cada 1,5 ano mantendo um preço equivalente. Se nos computadores essa lei está chegando ao fim (pelo menos enquanto o silício reinar, já que a miniaturização está chegando ao seu limite), nos smartphones ela está a todo o vapor, com novos processadores ARMs com ganhos de mais de 15% sobre a geração anterior e as GPUs mobiles literalmente dobrando de desempenho a cada ano.

E claro, não é só nos aparelhos top de linha que isso se reflete. Os aparelhos de médio e baixo custo também começam a ganhar cada vez mais funções antes restritas apenas aos aparelhos mais caros. No passado player de música, câmera, GPS, Bluetooth eram restrito a apenas os aparelhos mais caros, e hoje só os celulares bem mirrados mesmo que ainda não tem. Com processadores, memória RAM e Flash, telas de toque ficando cada vez maiores e mais baratas, não é de se estranhar que smartphones baixem cada vez mais de preço, como a foto que ilustra esse post (ok, é uma promoção por tempo limitado, mas daqui a pouco aparelhos nesse preço serão comuns). Aliás, se alguém tiver curiosidade, as especificações desse aparelho estão aqui e definitivamente ele não é capado. Não é difícil de imaginar um smartphone no futuro alcançado preços abaixo dos R$300 e atingir mesmo os públicos que querem um aparelho “só para falar”.

Do outro lado da moeda, os celulares ainda tem algum espaço (por pouco tempo), mas eles estão ficando cada vez mais inteligentes também e ultimamente eles servem mais como porta de entrada para os smartphones. A plataforma S40 da Nokia, por exemplo, parece cada vez mais com os Symbians antigos (isso facilita a migração do usuário para quando ele tiver seu smartphone). E uma nova plataforma para celulares burros da Qualcomm, o BrewMP, permite até o desenvolvimento de aplicativos nativos para a plataforma por meio de uma SDK. Ou seja, as plataformas inteligentes estão se aproximando dos mortais, e as plataformas burras estão ficando cada vez mais inteligentes. A lei de Moore não é realmente incrível ;) ?

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