
Todo Linux-user avançado passa por essa fase mais cedo ou mais tarde: você percebe que os desktops tradicionais (KDE e GNOME) são extremamente “inchados” e que você não usa nem 10% do que eles oferecem, então resolve mudar radicalmente: passa a usar um desktop mais simples e leve como o XFCE ou até mesmo abandona o uso de uma DE (desktop environment, ou seja, um pacote completo de programas para desktop) para usar apenas o gerenciador de janelas e aplicativos escolhidos a dedo. Isso lembra um pouco a famosa crise de meia idade, onde ao chegar aos 40~50 anos você resolve radicalizar porque descobriu que a vida é curta
.
Não cheguei ao ponto de abandonar totalmente desktops completos como o KDE (que eu ainda uso e espero continuar usando por bastante tempo no PC) nem de usar apenas um gerenciador de janelas abandonando os DEs, mas ontem resolvi migrar minha instalação do Arch Linux do netbook de Gnome para o LXDE, um DE escrito no mesmo toolkit do Gnome (GTK2+) que já ouço falar a algum tempo. Sem nem instalar os dois lado a lado antes para ver se era isso mesmo que eu queria, dei um pacman -Rscu gnome gnome-extras (para os não-iniciados no Arch, esse comando remove completamente os pacotes, incluindo possíveis dependências que não estejam mais sendo utilizadas) e logo após um pacman -S lxde (já esse instala pacotes, incluindo dependências). As mudanças começaram a ser sentidas logo daí…
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