Novo fork do mplayer: mpv-player

Antes que me perguntem: sim, eu gosto de conhecer players de vídeo novos. Quando eles são um fork do meu player preferido (vulgo mplayer2), melhor ainda.

O mpv vem para resolver um problema que todos que acompanham o projeto do mplayer2 conhecem: falta de contribuições. Basicamente só o Uoti Urpala (principal desenvolvedor) e mais meia dúzia de gato pingado que commitam no repositório regularmente. Mas mesmo esse “regularmente” tem sido, aparentemente, quando os desenvolvedores estão inspirados. Se você olhar o repositório do projeto os últimos commits foram dia 09/03 e desde então nada.

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Usando o Kwallet com ssh-agent

Gerenciar senhas SSH pode ser meio chato, principalmente se você as usa com frequência (se faz commits com frequência em algum repositório Git deve entender isso). O Gnome oferece o excelente Gnome Keyring que torna esse processo muito mais simples (e praticamente automático), mas o KDE não oferece nada parecido. Porém, usando ksshaskpass podemos integrar nossa senha do SSH ao Kwallet, o que ainda não chega a ser tão transparente como o Gnome Keyring mas já ajuda bastante.

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Os números de 2012

Mais um fim de ano, mais um infografo legal auto-gerado pelos duendes do WordPress.com. Sim, postei menos esse ano, mas espero fazer mais alguns posts em breve.

Aqui está um resumo:

4,329 films were submitted to the 2012 Cannes Film Festival. This blog had 44.000 views in 2012. If each view were a film, this blog would power 10 Film Festivals

Clique aqui para ver o relatório completo

Opus finalmente é aprovado como RFC

Eu queria ter preparado um post melhor, explicando um pouco do funcionamento desse codec e o porque ele é incrível. Mas o RFC (6716) foi finalmente aprovada hoje, o que significa que o Opus é o primeiro codec de áudio estado-da-arte, livre de royalties e aberto a ser padronizado e isso não podia passar em branco. Quando tiver mais tempo vou fazer um post decente explicando sobre este codec, mas por enquanto basta saber:

  • Baixíssimo atraso. Isso é muito importante para alguns tipos de aplicação (veja o exemplo dado no “Why low delay?” no site da Xiph.org). Mas como mesmo com baixo atraso o Opus ainda tem uma qualidade excelente (como mostra este teste do HydrogenAudio), o Opus vai permitir novos tipos de aplicação que antes não eram possíveis com nenhum codec. Imagine uma banda tocando ao vivo, com cada integrante da banda tocando dentro da sua própria casa e usando apenas uma conexão de Internet e equipamentos comuns. Antes do Opus isso seria impossível: ou você teria uma baixa qualidade de som OU não haveria sincronização entre os integrantes sem o auxílio de um equipamento externo. O Opus torna esse tipo de aplicação possível.
  • Extremamente versátil. Graças as duas características acima e o fato do Opus trabalhar numa larga faixa de frequências (do 8KHz até os 20KHz) e de bitrates (de 6Kbps até 510Kbps), o Opus pode ser usado em praticamente qualquer situação. VoIP? Músicas? Jogos? Streaming? O Opus fará, e fará bem.
  • Livre de royalties e aberto. A licença do Opus garante que você jamais será cobrado por usar, modificar, ou mesmo incluir o Opus num produto comercial. O encoder e decoder de referência são liberados numa licença permissiva BSD, o que permite incluí-los em praticamente qualquer programa, de código-aberto ou proprietário, sem problemas.
  • RFC 6716. Diferente de outros codecs abertos o Opus foi o primeiro codec a ser padronizado de forma oficial, pela IEFT (Internet Engineering Task Force), uma organização que desenvolve e promove padrões da Internet. Padronização é importante pois incetiva empresas, órgãos públicos e instituições diversas a adotarem o formato. O Opus por exemplo já foi proposto como codec MTI (Mandatory-to-Implement, ou implementação obrigatória) do futuro formato WebRTC (para quem não sabe é o padrão proposto para comunicações em tempo-real via navegador, do tipo Skype).

A versão 1.0.1 do codec pode ser encontrada no site oficial (junto com as ferramentas de manipulação do formato), enquanto aqui se encontra uma versão experimental do encoder com o objetivo de conseguir mais qualidade em alguns casos.  O jeito mais simples de brincar um pouco com o novo formato é usar a versão 1.1.14 ou superior do foobar2000. Ele oferece decode nativo e já tem uma interface gráfica para quem quiser encodar arquivos no novo formato, mas é necessário baixar o opus-tools do site oficial do codec e indicar o caminho para opusenc.exe na hora de encodar. Para quem usa Linux é possível compilar o opus-tools e o codec sem grandes dificuldades e ouvir os arquivos com o VLC 2.04 ou superior. Outro programa que já consegue decodificar o novo codec é o Firefox, na versão 15 para cima.

Recomendo pegar alguns arquivos lossless (não adianta testar a partir daquele MP3 128Kbps que você tem no seu disco) e converter para Opus usando bitrates relativamente baixos (como 96Kbps ou mesmo 64Kbps): o resultado é realmente impressionante. Isso sem considerar que o codec trabalha com baixo atraso mesmo nesses casos (o atraso máximo do Opus é 60ms, mas usando música o máximo que temos é 20ms, contra 200ms+ de um codec de uso geral como o MP3), mas isso fica para um próximo post.

NVIDIA+Linux: dor de cabeça na certa…

Nas palavras do próprio Linus Torvalds…

Eu comentei a um tempo atrás como andava o driver aberto da NVIDIA (nouveau), criado pelo esforço heroico de alguns desenvolvedores que fazem engenharia reversa nos drivers oficiais (já que a NVIDIA não libera nenhuma documentação oficial). Mas o post já é meio antigo e tanto o binário (fechado) oficial quanto o driver aberto evoluíram bastante. Mais interessante ainda é como em algumas partes os drivers da NVIDIA (em especial o fechado) conseguiram regredir ao invés de avançar. Esse é um post desabafo depois de perder algumas horas tentando ter um sistema “são” usando uma GPU da NVIDIA. Não se assustem se vocês verem o X.org sendo xingado aí no meio: ele tem boa parte da culpa.

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Ouya: por que você deveria ter um

Ouya, o console open-source

Devo confessar que quando vi o Ouya pela primeira vez eu logo lembrei do Zeebo. Para quem não conhece, o Zeebo foi um console desenvolvido por um conjunto de empresas, entre elas a brasileira TecToy (crianças da década de 90 vão lembrar, ela era que trouxe vários consoles da Sega no Brasil). Foi um fracasso comercial: com hardware fraco (tinhas as especificações de um celular mediano, mesmo para a época), uma biblioteca de games fraca (um dos melhores títulos para o console foi o Quake II, sim a versão 2, isso em 2009) e um preço exorbitante (foi lançado por R$499, e no final da sua vida chegou a custa R$299, um preço mais razoável mais ainda caro pelo que oferecia) não é realmente nenhuma surpresa. Os jogos custavam barato (de R$ 9,90 a R$ 29,90), mas a maioria dos jogos eram ports de versões para celular. Talvez a única coisa interessante fosse a ZeeboNet 3G: o console não tinha mídia física, ao invés disso seus usuários baixavam os jogos via a rede 3G incluída no aparelho. Não era necessário pagar nenhuma taxa adicional fora o próprio valor do jogo.

Para quem não conhece, o Ouya também é um console baseado em Hardware de celular. Utilizando a plataforma Android (versão 4.0 Ice Cream Sandwich) e o processador NVIDIA Tegra 3, o seu grande destaque é ser baseado numa plataforma completamente aberta: além de usar Android, o sistema poderá ser rooteado sem que isso anule a garantia. Todo o console também é uma plataforma de desenvolvimento: não é necessário comprar kits de desenvolvimento caríssimos como acontecem em plataformas fechadas (como os consoles da Sony, Microsoft e Nintendo). Basta adquirir um Ouya e baixar o software adicional para começar a desenvolver. E isso pode tornar o console interessante, mesmo que ele falhe em conseguir popularidade.

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Novo tema (de novo)

Não é que resolvi ressuscitar o blog do nada, ele nunca morreu, só estava com preguiça de escrever. A mudança repentina de tema é por causa que não gostava de como o texto no tema antigo ficava (principalmente em listas longas, que coisa horrível). Esse tema funciona melhor, tem algumas funções legais (como Infinity Scrolling), mas ainda não estou 100% satisfeito com ele (pode ser que eu mude de novo sem aviso prévio). Ainda tenho que acertar algumas coisas nesse novo tema. Qualquer problema por favor me avise nos comentários.

Observação: iPad users, rejoice!!! Ativei o tema especial (Onswipe) do WordPress para iPad.

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